Thursday, October 12, 2006

Abandono e indiferença

O nosso amigo "alfacinha", de Antuérpia, no seu blogue "casa portuguesa", recorda esta casa de Setúbal, a Vivenda de N. S.ª do Carmo, situada na esquina da Av. Dr. Manuel Arriaga com a R. Alferes Pinto Vidigal, frente à estação rodoviária, e pergunta se terá sido "vítima do progresso". Bem, a casa ainda se mantém de pé, mas continua abandonada, tal como continua também o processo da sua gradual destruição.

Como se pode ver por estas fotografias tiradas hoje de manhã, desapareceu a planta que existia junto à entrada e, no painel que representa o proprietário que mandou edificar a casa, já faltam mais alguns azulejos. Por isso, não se pode dizer que a casa esteja a ser "vítima do progresso", mas sim do abandono e da indiferença.

[ clique nas imagens para ampliar ]

4 Comments:

At 12:00 pm , Blogger R. Sophia d'Eiro said...

"Abandono e indiferença" nesta casa, na que se situa ao pé dos belos (que também é muito bonita), nos claustros do mosteiro de jesus, e posso dizer etc etc etc.
Gosto de Setúbal, sinto que é a minha cidade, e estes problemas têm de ser resolvidos. Como é que pode escapar tanta beleza ao olhar de quem "pode"?

 
At 8:44 pm , Blogger J.A. said...

É bem verdade. Pode dizer-se que, para além do abandono específico de que certos edifícios emblemáticos são vítimas, há um certo espírito abandono, ou desistência, na cidade.

 
At 6:40 pm , Anonymous alfacinha said...

Olhei com surpresa para estas fotografias, já voltava muitas vezes para procurar mas nunca mais encontrava a casa. Acho que esta mansão antiga tenha charme e faça parte do património da cidade. Obrigado João.

 
At 3:08 am , Anonymous Rosa Sacramento said...

É triste e irónico que há 20 anos, quando andava na escola primária, a professora nos tivesse chamado a atenção para o caso daquela casa, totalmente abandonada e em estado de degradação. Explicava-nos assim o que era o património cultural, a importância dos legados, e que era necessário recuperar e manter para as próximas gerações (na altura éramos nós). O entusiasmo e a fé inocente de criança davam-me a certeza que aquele caso não ía ser deixado assim, que todos estavamos a abrir os olhos, e a tomar uma nova atitude, que em breve aquele e outros casos iriam ser resolvidos! Haja esperança:-) Passados estes anos, sou agora (e AINDA) obrigada pela minha consciência a falar daquele caso aos meus alunos, agora já sou eu a professora, e a explicar-lhes, como o fizeram a mim, que casos daqueles são para salvaguardar, recuperar, e manter para as gerações futuras (a deles)... Pescadinha de rabo na boca.

 

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